Sou designer antes de tudo,
e isso muda o modo como
eu chego no papel.

colagem

a artista

Em 2019 fui morar em Haifa, no norte de Israel. Foi também o período em que considerei seriamente desistir de ser designer e seguir na área criativa, porque até então nada do que eu tinha produzido me orgulhava de verdade.

colagem

Numa dessas semanas fui ao OFFTLV, um festival de design no Museu de Arte Contemporânea de Tel Aviv, e assisti à palestra da Noelia Lozano. Ela trabalha com projetos de papel e eu não fazia ideia de que existia algo assim. Saí de lá deslumbrada.

Voltei para o Brasil no fim daquele ano e comecei a levar experimentos com papel para os meus projetos de design, ainda de forma amadora: cartazes, peças soltas, tentativas.

A obsessão cresceu até tomar todo o meu tempo livre. Comecei a postar meus alfabetos no Instagram e as pessoas começaram a me procurar para trabalhos. Depois vieram os pedidos de curso e workshop. Tudo aconteceu sem estratégia nenhuma. 

Em 2026 formalizei o estúdio Natasha Gompers Papel & Forma e passei a atender empresas e marcas com projetos de papel.

o que eu faço com o material

Sou designer antes de tudo, e isso muda o modo como eu chego no papel. Penso em projeto, em solução para um contexto específico, e não apenas na peça bonita que sai no final. Já desenvolvi sites, identidades visuais e projetos tridimensionais partindo do papel como principal linguagem.

Numa superfície plana cabe qualquer coisa. Gramaturas e tipos diferentes constroem texturas, volumes e contextos inteiros, e o resultado costuma ser mais lúdico e mais surpreendente do que o cliente imaginava quando me procura.

Antes de tudo, vejo o papel como ferramenta e processo, não só como acabamento.

O que me segura nisso é o desafio. Gosto de aceitar projetos que eu não faço ideia de como executar, que me obrigam a pesquisar, estudar e quebrar a cabeça até funcionar. Tudo que é feito com as mãos carrega um valor diferente, e se aprende muito tocando e experimentando o material com liberdade.

Quando um projeto entra no estúdio, eu mergulho e fico completamente imersa nele até sentir que cheguei no seu melhor resultado.

trajetória

Formada em Comunicação Visual pela PUC-Rio com MBA em marketing digital na FGV. Passei pelos escritórios Quinta-Feira e Felipe Taborda, trabalhei cinco anos como assistente do estúdio 1000 palavras do Rodrigo Lopes e por empresas como Granado, Papel Craft e IMPA. 

Hoje moro e trabalho em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, numa casa que foi ficando colorida, viva e criativa na mesma medida em que eu gosto de transformar tudo ao meu redor.

contato

Se você tem um projeto em mente, campanha, cenário, display, workshop para o seu time ou qualquer coisa que ainda não tem nome, me conta. A gente descobre como o papel pode resolver.

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cachorro sentado na poltrona pata segurando o drink